"Nesta segunda-feira (10), temos um compromisso com a classe trabalhadora. O Sindicato dos Bancários de Brasília estará nas ruas, ao lado da CUT e das demais entidades sindicais, para defender o fim da escala 6x1 sem redução salarial em um grande dia nacional de luta. Convidamos todos os trabalhadores do ramo financeiro a participarem dessa mobilização e fortalecê-la".
A convocação é do presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília e da Fetec Centro-Norte (Fetec-CUT/CN), Rodrigo Britto, acrescentando que os atos ocorrerão em diversas cidades do país e marcam a retomada da pressão sobre o Senado Federal após o recesso parlamentar.
Em Brasília, o Sindicato realizará um grande ato a partir das 10h, no Setor Bancário Norte. O objetivo das mobilizações é pressionar o Senado pela aprovação da PEC 221/2019, já aprovada pela Câmara dos Deputados, que reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas e amplia o período de descanso dos trabalhadores.
Pressão sobre o Senado
A mobilização também busca impedir o avanço da PEC 12/2026, apelidada pelos movimentos sociais de "PEC das Horas Trabalhadas" ou "PEC da Escravidão".
Segundo a CUT, a proposta representa um retrocesso por não assegurar dois dias de descanso semanal e abrir caminho para a flexibilização de direitos trabalhistas.
"Cada trabalhador pode contribuir participando do ato, ajudando a divulgar a mobilização nas redes sociais ou pressionando os senadores para que votem a favor do fim da escala 6x1. Precisamos mostrar que a sociedade está acompanhando esse debate", afirma Britto.
Para isso, o Sindicato orienta a categoria a utilizar a plataforma Na Pressão, da CUT, para enviar mensagens aos senadores cobrando a aprovação da PEC 221/2019.
Mais saúde e qualidade de vida
Para o movimento sindical, reduzir a jornada significa melhorar a qualidade de vida da população. Estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) relacionam jornadas excessivas ao aumento do adoecimento, do esgotamento físico e mental e das doenças cardiovasculares.
Levantamento do Dieese reforça esse cenário: quase 65% dos trabalhadores formais cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais, e cerca de 20 milhões de brasileiros trabalham entre 45 e 48 horas, ou mais, por semana.
Além disso, experiências nacionais e internacionais demonstram que jornadas menores aumentam a produtividade, reduzem o adoecimento e melhoram o ambiente de trabalho.
"Os trabalhadores do ramo financeiro sempre estiveram na vanguarda da defesa dos direitos da classe trabalhadora. Mais uma vez, precisamos fazer a nossa parte. E a população deve saber quem está ao lado dos trabalhadores e quem escolhe votar contra os seus interesses", conclui Britto.
Da Redação
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