Banco BRB

26 de Junho de 2026 às 10:11

Sindicato cobra no STF devolução dos recursos retirados do BRB

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A deputada federal Erika Kokay, o deputado distrital Chico Vigilante e o diretor do Sindicato dos Bancários de Brasília Ivan Amarante se reuniram com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para cobrar que os recursos retirados do BRB nas operações envolvendo o Banco Master sejam localizados, bloqueados e devolvidos ao banco público do Distrito Federal.

O encontro teve como objetivo reforçar que a apuração das responsabilidades precisa vir acompanhada de reparação concreta. Para o Sindicato, não basta identificar os envolvidos. É preciso seguir o caminho do dinheiro, bloquear bens e garantir que eventuais acordos de delação, leniência ou colaboração tenham como prioridade a recomposição dos cofres do BRB.

Erika Kokay destacou que a devolução dos recursos deve ser tratada como ponto central em qualquer medida relacionada ao caso.

“Viemos solicitar que os recursos retirados do BRB sejam devolvidos ao banco. Para isso, é preciso seguir o rastro do dinheiro, identificar onde esses valores estão e assegurar que qualquer acordo envolvendo devolução de recursos tenha o BRB como destinatário. O dinheiro que saiu do Banco de Brasília precisa voltar para o Banco de Brasília e para o povo da nossa cidade”, afirmou.

Segundo Erika, o ministro André Mendonça informou que acompanha a demanda e demonstrou sensibilidade em relação ao pleito. Chico Vigilante também reforçou a importância de restituir ao banco público recursos que pertencem ao povo do Distrito Federal e que devem voltar ao BRB para que a instituição continue cumprindo seu papel no desenvolvimento de Brasília.

Para Ivan Amarante, o ponto essencial é garantir que o prejuízo não seja transferido para o banco, para os trabalhadores ou para a população.

“O dinheiro foi tirado do BRB e precisa voltar para onde nunca deveria ter saído. É fundamental identificar o caminho desses recursos, bloquear os bens de quem participou desse processo e garantir que, se houver acordo de delação ou leniência, a devolução tenha como destino o Banco de Brasília. O recurso retirado do BRB tem que ser devolvido ao BRB”, defendeu.

A cobrança ocorre em meio à tentativa de recuperação de ativos ligados ao caso Master. Parte dos valores pode estar fora do país, em estruturas empresariais, offshores ou bens registrados em nome de terceiros, o que torna o processo mais complexo e dependente de cooperação jurídica internacional.

Uma das frentes acompanhadas envolve empresas ligadas ao grupo investigado nas Bahamas, onde decisões judiciais podem abrir caminho para rastrear bens e recursos associados ao caso. A recuperação desses valores é considerada fundamental para reduzir os impactos sofridos pelo BRB.

O banco público do Distrito Federal também conta com uma operação emergencial junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), aprovada para reforçar sua estrutura de capital após os efeitos das operações com o Banco Master.

A recuperação dos recursos deve ser parte central da resposta ao caso Master. A preservação do BRB passa pela recomposição do patrimônio atingido, pela responsabilização dos envolvidos e pela garantia de que decisões tomadas fora da categoria não recaiam sobre bancárias, bancários e sobre a população do Distrito Federal.

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