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19 de Junho de 2026 às 15:40

Bancários do Banco do Brasil fecham pauta para as negociações específicas

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São Paulo - Foram quatro os eixos principais de luta definidos neste 36º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, que se encerrou nesta sexta (19), em São Paulo: remuneração e condições de trabalho, previdência, saúde (com foco na defesa da Cassi para todos) e o papel do BB enquanto instrumento do desenvolvimento social.

Rodrigo Britto, presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN) e presidente eleito do Sindicato, explica que foram discutidas questões de combate ao assédio organizacional dentro do Banco do Brasil, o problema do fechamento das unidades e a precarização do atendimento, acarretando a precarização das condições de trabalho.

"Então, a gente está tendo um desmonte de toda a rede de varejo do Banco do Brasil, que está fazendo com que todo o funcionalismo seja prejudicado, porque a empresa deixa de fazer o seu papel público e que, mantendo essa lógica, não tem por que existir Banco do Brasil. Então, o Banco do Brasil precisa dar uma guinada radical para que realmente cumpra o seu papel de agente creditício do Estado, porque, se continuar atendendo apenas, em teoria, aos interesses dos acionistas minoritários e da Faria Lima, não tem por que existir" como banco público.

Gestão do medo

Para Britto, o BB continua no mesmo modelo que foi adotado em 2019, após consultoria externa, que colocou o banco para atuar na mesma lógica dos bancos privados. Ele vem reduzindo drasticamente a quantidade de empregados, está fechando unidades em todo o país e adota o modelo que ele chama de "gestão do medo" — isso tudo em pleno governo Lula.

O dirigente afirma que hoje o BB é "uma máquina de moer gente, que coloca todas as metas vindo de forma abusiva de cima para baixo, sem dar condições adequadas e, como eu disse, os funcionários são penalizados e a população é expulsa do banco", lamenta.

O dirigente sindical afirma que o ambiente de trabalho na ponta está horrível. Há um desvio de função gigantesco, faltam funcionários e é urgente a necessidade de realização de concurso público. Ele lembra que está havendo uma exclusão bancária no Brasil, "fazendo com que parcela da população de média e baixa renda seja expulsa do banco, jogada para os correspondentes bancários, e fazendo com que o banco passe a atender apenas aos interesses dos clientes de alta renda e, muitas vezes, jogando, inclusive, os seus recursos para a tesouraria, aproveitando a taxa de juros alta do Banco Central e não atendendo aos interesses da União e do povo".

Em relação à Previ, o debate principal é que o desconto seja feito sobre a remuneração total, incluindo premiações e remunerações variáveis sobre as quais não incide o desconto. Caso contrário, a medida prejudica o cálculo e o montante da aposentadoria futura.

"Então, a gente precisa fortalecer o nosso caixa de previdência, mas também fazer com que os funcionários egressos dos bancos incorporados — BESC, BEP e Nossa Caixa — tenham direito a uma previdência adequada, como também ao acesso à Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil), que é o plano de saúde autogerido dos funcionários, aposentados, pensionistas do BB e seus familiares."

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Banco público

Para o dirigente, atualmente o Banco do Brasil não atende ao verdadeiro dono do banco, que é a população brasileira.

"Ele atende apenas aos interesses do capital privado, por isso está cada vez mais seletivo e fugindo da sua função pública. Continuando assim, vai acabar não existindo em breve."

Britto explica que a instituição está perdendo a função de instrumento do desenvolvimento social, que está perdendo espaço para os interesses dos acionistas privados.

Os trabalhadores não só repudiam a atual direção do banco, "que não faz nada de fato como deveria fazer, mas adota o mesmo modelo que foi implementado no governo Bolsonaro. Só não privatiza porque está atendendo aos interesses do capital privado. Mas é uma vergonha este atual conselho diretor", conclui.

Agora é ficar mobilizado

Fechada a minuta com as reivindicações dos funcionários do BB, agora é se preparar, porque o sindicato só é forte com os trabalhadores:

"Precisamos nos mobilizar para entrar juntos nas negociações, realizando atividades, dias de luta e paralisações, além de expor aqueles que não têm compromisso com o Banco do Brasil e que estão hoje na presidência e vice-presidência do banco."

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Jô Miyagui
Colaboração para o Sindicato

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