Banco Bradesco

10 de Agosto de 2026 às 16:53

Lucro cresce, atinge R$ 13,8 bi no primeiro semestre, mas Bradesco mantém cortes de empregos e agências

Compartilhe

Segundo análise do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Bradesco encerrou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido recorrente de R$ 13,861 bilhões, crescimento de 16,2% em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado, no entanto, não interrompeu a política de redução de empregos e da rede de atendimento. Em 12 meses, foram eliminados 2.770 postos de trabalho entre os bancários. Desse total, 868 desapareceram somente no segundo trimestre. A holding terminou junho com 79.699 funcionários, dos quais 67.954 eram bancários.

Os cortes avançaram também sobre a estrutura física. No período, o Bradesco fechou 324 agências e 811 postos de atendimento, enquanto abriu somente 16 unidades de negócios. A redução ocorreu mesmo com o crescimento de 300 mil clientes em 12 meses, elevando a base do banco para 110,4 milhões de clientes.

Na prática, o Bradesco passou a atender mais clientes com menos trabalhadores e menos unidades. Essa política tende a ampliar a sobrecarga nas equipes que permanecem, aumentar a pressão por resultados e dificultar o acesso da população ao atendimento presencial.

Não faltam recursos para preservar empregos e melhorar as condições de trabalho. O banco registrou seu décimo trimestre consecutivo de crescimento do lucro. Somente entre abril e junho, ganhou R$ 7,05 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido chegou a 16%, com avanço de 1,4 ponto percentual em um ano.

Outro dado evidencia o peso do trabalho bancário nos resultados. As receitas com tarifas e prestação de serviços chegaram a R$ 15,8 bilhões e cobriram 117,7% das despesas de pessoal, incluindo o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Mesmo assim, o quadro de funcionários continuou encolhendo.

A carteira de crédito também avançou 11,6% e atingiu R$ 1,137 trilhão. As operações com empresas cresceram 14,1%, enquanto o crédito às pessoas físicas aumentou 8,4%. Já a inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,3%.

Os números afastam qualquer argumento de que os cortes sejam consequência de resultados insuficientes. O Bradesco cresce, amplia sua carteira, aumenta a base de clientes e acumula lucros bilionários, mas continua escolhendo reduzir empregos e fechar unidades.

Os resultados do banco são construídos diariamente pelos trabalhadores. A busca por rentabilidade não pode ser sustentada pela eliminação de postos, pela sobrecarga das equipes e pelo enfraquecimento do atendimento à população. Lucro bilionário precisa ser acompanhado de valorização, empregos e condições dignas de trabalho.

Da Redação

Acessar o site da CONTRAF
Acessar o site da FETECCN
Acessar o site da CUT

Política de Privacidade

Copyright © 2025 Bancários-DF. Todos os direitos reservados

BancáriosDF

Respondemos no horário comercial.

Olá! 👋 Como os BancáriosDF pode ajudar hoje?
Iniciar conversa